ODONTOLOGIA NO BRASIL - HISTÓRICO
Os indígenas acumularam através das gerações, o conhecimento dos efeitos das plantas medicinais nativas e das formas de intervenções nas moléstias. Praticavam a odontologia de forma empírica e suas técnicas cirúrgicas eram rudimentares (amputações de membros com cipó arrancavam os dentes com instrumentos de madeira ao primeiro indício de cárie ou dor). Com a colonização de Portugal, foram implantadas no Brasil as instituições que trouxeram para cá as práticas vigentes lá. Os dentistas trazidos para o Brasil eram barbeiros iletrados, e quem aprendia com eles eram filhos de homens brancos e pobres. Também houve barbeiros negros que se tornaram procurados inclusive pela classe alta, como Mestre Domingos. Normalmente o local de trabalho eram as barbearias onde se reuniam pessoas de condição social inferior, nas ruas ou em domicílio.
Com a reforma do regimento em 12 de dezembro de 1631 os barbeiros ou tiradentes que não possuíam licença para “tirar dentes”, poderiam ser presos e teriam que pagar multa de 2.000 réis. Essa licença especial era conferida pelo “cirurgião-mor Mestre Gil”. Nos exames de habilitação tinham que provar que durante dois anos “sangraram” e fizeram as demais atividades de barbeiro, e depois pagaram uma taxa. A palavra dentista foi citada pela primeira vez no Plano de Exames da Real Junta do Pronto-medicato, em 23 de maio de 1800, assinado pelo príncipe regente D. João IV, documento que estabeleceu que o aspirante a profissão dentaria deveria se submeter a uma avaliação de conhecimento parcial de anatomia, métodos operatórios e terapêuticos para estar legalizado, apto e pagar pesadas taxas.
A primeira carta (licença) de dentista no Brasil foi concedida ao português Pedro Martins de Moura, em 15 de fevereiro de 1811, e o primeiro brasileiro que recebeu o documento foi Sebástian Fernandez de Oliveira 23 de julho do mesmo ano. Em 1820, o cirurgião-mor concedeu ao francês doutor Eugênio Frederico Guertin a “carta” para exercer sua função no Rio de Janeiro. Ele foi o primeiro autor da obra de odontologia feita no Brasil, de acordo com os registros, em 1829, “Avisos Tendentes à Conservação dos Dentes e sua Substituição”.
Outros dentistas franceses vieram a seguir trazendo o que havia de melhor na odontologia mundial. As dentaduras eram constituídas de duas fileiras de dentes, esculpidas em marfim ou adaptadas em base metálica, e as arcadas ligadas por molas elásticas. No dia 30 de agosto de 1828, D. Pedro I suprime o cargo de cirurgião-mor, cujas funções passam a ser exercidas delas Câmaras Municipais e Justiças Ordinárias. A partir de 1840 começaram a chegar dentistas dos Estados Unidos que pouco a pouco suplantaram os colegas franceses. Luiz Burdell foi o primeiro, seguindo-se Clintin Van Tuyl, o primeiro a usar clorofórmio (em casos excepcionais) para anestesia, conforme cita em seu livro: “Guia dos Dentes Sãos” (1849).
Em 1850, em substituição a fiscalização exercida pela Câmara Municipal foi criada a Junta de Higiene Pública, que possibilitou à medicina uma enorme evolução, principalmente pelas medidas saneadoras. Em setembro de 1869 surgi a primeira revista odontológica, publicada por João Borges de Linz: “Arte Dentária”. Em 25 de outubro de 1884, foi criado oficialmente o curso de odontologia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e Bahia, através do decreto 9311. Esta data ficou marcada e passou a ser comemorada como “Dia do Cirurgião-Dentista”. Em 1900, início do século XX, Augusto Coelho e Souza – Pai da Odontologia Brasileira – publicou o “Manual Odontológico”, que muito contribuiu para consolidação da profissão como prática científica.
Enfim, isso tudo é apenas o início da história da nossa profissão que até hoje não parou de evoluir, e acredito, não terá mais limites.
Com a reforma do regimento em 12 de dezembro de 1631 os barbeiros ou tiradentes que não possuíam licença para “tirar dentes”, poderiam ser presos e teriam que pagar multa de 2.000 réis. Essa licença especial era conferida pelo “cirurgião-mor Mestre Gil”. Nos exames de habilitação tinham que provar que durante dois anos “sangraram” e fizeram as demais atividades de barbeiro, e depois pagaram uma taxa. A palavra dentista foi citada pela primeira vez no Plano de Exames da Real Junta do Pronto-medicato, em 23 de maio de 1800, assinado pelo príncipe regente D. João IV, documento que estabeleceu que o aspirante a profissão dentaria deveria se submeter a uma avaliação de conhecimento parcial de anatomia, métodos operatórios e terapêuticos para estar legalizado, apto e pagar pesadas taxas.
A primeira carta (licença) de dentista no Brasil foi concedida ao português Pedro Martins de Moura, em 15 de fevereiro de 1811, e o primeiro brasileiro que recebeu o documento foi Sebástian Fernandez de Oliveira 23 de julho do mesmo ano. Em 1820, o cirurgião-mor concedeu ao francês doutor Eugênio Frederico Guertin a “carta” para exercer sua função no Rio de Janeiro. Ele foi o primeiro autor da obra de odontologia feita no Brasil, de acordo com os registros, em 1829, “Avisos Tendentes à Conservação dos Dentes e sua Substituição”.
Outros dentistas franceses vieram a seguir trazendo o que havia de melhor na odontologia mundial. As dentaduras eram constituídas de duas fileiras de dentes, esculpidas em marfim ou adaptadas em base metálica, e as arcadas ligadas por molas elásticas. No dia 30 de agosto de 1828, D. Pedro I suprime o cargo de cirurgião-mor, cujas funções passam a ser exercidas delas Câmaras Municipais e Justiças Ordinárias. A partir de 1840 começaram a chegar dentistas dos Estados Unidos que pouco a pouco suplantaram os colegas franceses. Luiz Burdell foi o primeiro, seguindo-se Clintin Van Tuyl, o primeiro a usar clorofórmio (em casos excepcionais) para anestesia, conforme cita em seu livro: “Guia dos Dentes Sãos” (1849).
Em 1850, em substituição a fiscalização exercida pela Câmara Municipal foi criada a Junta de Higiene Pública, que possibilitou à medicina uma enorme evolução, principalmente pelas medidas saneadoras. Em setembro de 1869 surgi a primeira revista odontológica, publicada por João Borges de Linz: “Arte Dentária”. Em 25 de outubro de 1884, foi criado oficialmente o curso de odontologia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e Bahia, através do decreto 9311. Esta data ficou marcada e passou a ser comemorada como “Dia do Cirurgião-Dentista”. Em 1900, início do século XX, Augusto Coelho e Souza – Pai da Odontologia Brasileira – publicou o “Manual Odontológico”, que muito contribuiu para consolidação da profissão como prática científica.
Enfim, isso tudo é apenas o início da história da nossa profissão que até hoje não parou de evoluir, e acredito, não terá mais limites.

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